sábado, 29 de maio de 2010

Engenharia Civil e a Sustentabilidade Ambiental

Fonte: http://www.envolverde.com.br

Até pouco tempo atrás a Engenharia Civil evoluía sem se preocupar com os danos que os seus projetos estavam causando à natureza. Mas, com a preocupação das pessoas com o futuro do planeta, a Engenharia Civil começou a evoluir com a preocupação ambiental, passando a usar novas técnicas de construção.
Sem se importar com o desmatamento causado para produzir os materiais usados na construção, com a poluição e com os entulhos gerados nas construções, a Engenharia Civil avançava cada vez mais com suas criações, dessa forma, também avançava cada vez mais com a destruição do meio ambiente. Mesmo com todo avanço que era gerado, os tempos mudaram e, no mundo contemporâneo, surge um novo conceito para evolução, esse novo conceito é o de evoluir com sustentabilidade ambiental.
Através da reciclagem, do reaproveitamento de materiais, da criação do asfalto de borracha e da criação de casas com energia solar, sistema de aproveitamento de água da chuva, banheiros ecológicos e outras invenções, a Engenharia Civil se tornou uma aliada da preservação ambiental. Apesar de a maioria das obras ainda não usarem as técnicas de construção ecologicamente corretas, já é um avanço muito grande tanto para o mundo, quanto para a Engenharia Civil a invenção dessas técnicas, já que os impactos causados à natureza são reduzidos.
Assim, o crescimento das técnicas de construções ecologicamente corretas é muito bom para a Engenharia Civil, já que proporciona novas formas de construir e também é favorável para a natureza. Dessa forma, é possível comprovar que se pode evoluir sem agredir o meio ambiente.

Ianne Rios

Benefício do asfalto-borracha

Fonte: http://www.grecaasfaltos.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/08/Imagem-071-300x225.jpg

O asfalto-borracha, constituído de 20% de pó de pneu velho, começa a ser aplicado em larga escala em algumas estradas brasileiras.

A concessionária Ecovias está aplicando o uso do também chamado asfalto “ecológico” em 146 dos 191 quilômetros que está recapeando no sistema Anchieta-Imigrantes, em São Paulo. Entre as capitais, Curitiba (PR) foi a primeira a usar o novo tipo de asfalto, no começo deste ano. Até o fim deste mês, a prefeitura pretende ter sete quilômetros de ruas urbanas pavimentadas com esse produto. Em São Paulo, a prefeitura começou a usar o asfalto-borracha no mês passado e já tem quase quatro quilômetros de ruas asfaltadas.

As informações variam um pouco de uma fonte para outra, mas todas confirmam que, mesmo mais caro, o asfalto-borracha é mais resistente e compensa o custo elevado. O diretor-superintendente da Ecovias, João Lúcio Donnard, diz que o novo tipo de asfalto é 30% mais caro e 40% mais resistente do que o convencional. A diferença pode parecer pequena, mas ele garante que é vantajosa no longo prazo. Tanto que a Ecovias pretende chegar a 2010 com todo o sistema formado pelas rodovias Anchieta e Imigrantes pavimentado com o novo produto.

Há quem diga que a resistência e a durabilidade do asfalto emborrachado é ainda maior. O gerente de negócio da Greca Asfaltos, Paulo da Fonseca, diz que alguns estudos mostram que o pavimento com borracha pode durar até 5,5 vezes mais do que o asfalto comum. Já o superintendente da usina de asfalto da prefeitura de São Paulo, Valter Antônio da Rocha, calcula que a vida útil do novo asfalto é o dobro da do comum.

A mistura de borracha no asfalto acabou movimentando toda a cadeia de reciclagem de pneus. A Greca, por exemplo, que fornece o asfalto-borracha para a Ecovias, está com planos ambiciosos de expansão. Está duplicando a capacidade de suas três usinas de asfalto (no Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo) e construindo uma outra em Minas Gerais. Segundo Fonseca, o asfalto-borracha já representa 20% das vendas da empresa, que tem investido R$ 5 milhões.

A Midas Elastômeros do Brasil, que transforma os pneus velhos em pó de borracha e o revende para empresas como a Greca, nota que esse mercado não existia até há pouco tempo. Ela começou a vender pó de borracha para a fabricação de asfalto em 2004 e hoje esse segmento já representa 20% do total de vendas. O curioso é que a Midas cobra (R$ 200 a tonelada) para receber os pneus velhos, que depois serão transformados em pó. Parte da conta é paga pelos fabricantes de pneus, que são obrigados pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) a recolhê-los e destruí-los de forma “ecologicamente adequada”.

Hoje, a maior parte dos pneus velhos ainda vai parar nas fábricas de cimento, servindo como fonte auxiliar de energia, pois o pneu tem alto índice de combustão. As cimenteiras também cobram para receber os pneus. Segundo o secretário-executivo da Associação Nacional da Indústria Pneumática (Anip), Walter Tegani, havia 11 milhões de pneus velhos, em 2004, do tipo que não podia mais ser reutilizado. Em 2005, a Anip gastou R$ 26 milhões para destruir os pneus velhos produzidos no país e atingiu a marca de 100 milhões de pneus destruídos de forma ambientalmente correta.

A Anip tem uma rede de 171 pontos de coleta de pneus usados espalhados pelo país, funcionando em parceria com as prefeituras. Como nem todo mundo passa num posto para deixar os pneus velhos, a maior parte deles é recolhida por empresas especializadas diretamente das lojas de serviços para carros. A rede de lojas DPaschoal tem uma empresa credenciada para recolher os pneus em suas lojas, a Mazola, de Valinhos (SP). A Mazola recolhe os resíduos sólidos da DPaschoal e ganha com a venda da sucata. Os pneus que não podem ser reutilizados a Mazola repassa para as fabricantes de cimento e para empresas que os transformam em pó de borracha, como a Midas. O proprietário da Mazola, Marcelo Alvarenga, mostra-se cético. Para ele, a transformação de pneu em pó de borracha usado no asfalto é muito cara e pode ser inviável financeiramente.

O asfalto-borracha mostra-se como um promissor destino para os pneus velhos – parte importante dos resíduos sólidos que poluem o ambiente. Estima-se que cada quilômetro pavimentado com asfalto-borracha consuma, em média, 500 pneus. Segundo Fonseca, da Greca, esse número pode chegar a mil.

Ele conta que a técnica do asfalto-borracha foi desenvolvida e patenteada nos Estados Unidos. Com o fim da patente, na década de 90, a técnica acabou espraiada para outros países. No Brasil, as primeiras experiências ocorreram na região Sul, em pequena escala. Agora, o Ceará tem dois projetos pilotos, numa parceria entre a Universidade Federal do Ceará e a BR Distribuidora para a pavimentação de dois trechos de 250 metros cada um com asfalto-borracha.

Fonte: Associação Brasileira dos Transportes de Carga - www.abtc.org.br

Soluções ecologicamente corretas para construção civil

Construção ecologicamente correta

Apesar da dificuldade encontrada para aliarmos a construção civil com a sustentabilidade, o consumidor está cada vez mais exigente quanto a procura de produtos ecologicamente corretos. Por isso, a meta de boa parte das indústrias de materiais de construção tem sido atender esta clientela. A cada semana, produtos com bandeira verde surgem nas prateleiras, mas discernir o marketing de soluções reais não é tarefa simples para o consumidor.

O princípio na escolha deve considerar o ciclo de vida do produto, desde o modo e o local de produção até o transporte para o ponto de uso. Entram na equação a capacidade de reaproveitamento do material e a deposição de seus resíduos ao fim da vida útil.

Trocando em miúdos, produtos ecologicamente corretos estão mais próximos do seu estado natural, usam menos componentes químicos e têm grande potencial de transformação.

“Materiais de baixo impacto ambiental são fundamentalmente os produzidos na própria região e que não são tóxicos”, aponta o professor Miguel Sattler, da UFRGS. Da fundação ao revestimento, há opções menos agressivas ao ambiente.

Nas paredes, tijolos, por exemplo, são mais interessantes do que o cimento para o conforto térmico, por transmitirem menos calor e manterem a temperatura estável.

Ao escolher o cimento, não há alternativas ecológicas, porém há materiais menos agressivos, como o CP 3, feito de resíduos da indústria cimenteira. Pisos de madeira de demolição, certificada ou de reflorestamento, em salas e quartos, também proporcionam temperatura agradável.

Outra possibilidade é uma manta ecológica feita de pó de madeira, resina de pinheiro, óleo de linhaça, pó calcário, pigmentos minerais e juta, que faz as vezes de carpete.

Na área molhada, uma solução pode ser o chão de cimento queimado. Para a pintura, tintas à base de cal e de terra possuem tonalidades que vão do amarelo ao marrom.

O PVC da parte hidráulica pode ser completamente trocado pelo plástico PPR, que suporta água quente.

Para um futuro melhor, colabore, exigindo procedência e sustentabilidade dos materiais e produtos que você está comprando!

Luiz Magno

Fonte: Folha Online

Construções ecologicamente corretas ganham espaço



Enquanto países como Estados Unidos e China procuram novos meios de construir casas e prédios auto-sustentáveis, que preservem o meio ambiente, cidades brasileiras estão buscando formas de investir nesse tipo de construção. A cada dia aprimoram-se técnicas de redução de temperaturas, filtros de ar, energia solar, absorção e reaproveitamento de água da chuva.

Na América do Norte, o espaço ocupado por prédios com tetos ecológicos cresceu 80% em apenas um ano. A Alemanha, que lançou o primeiro prédio ecológico do mundo nos anos 50, hoje possui o equivalente a 130 quilômetros quadrados de área construída com esse tipo de habitação. A cidade de Pequim, na China, tem como meta atingir 50% de economia nos próximos anos com a utilização de energia solar.

A China acaba de lançar seu primeiro prédio ecologicamente correto e a receber um certificado internacional. A construção economiza 70% da energia e 60% da água que, em média, é gasta pelas construções convencionais. "Se esta tecnologia fosse aplicada a todos os edifícios novos não-residenciais seria obtida uma economia equivalente a toda a produção da represa das Três Gargantas", afirma Robert Watson, assessor da organização norte-americana Conselho para a Defesa dos Recursos Naturais, que participou do planejamento do edifício em parceria com entidades chinesas.

Segundo Watson, os custos da instalação são o principal motivo pelo qual as empresas não investem nesse tipo de construção. Para ele, no entanto, os custos não são tão altos quanto parecem, a princípio. "Os gastos são rapidamente superados com a economia de energia", afirma.

No Brasil, alguns projetos do gênero já foram desenvolvidos, e atualmente, uma das maiores capitais do país quer incentivar a construção desse tipo de arquitetura. Em São Paulo, a prefeitura estuda a possibilidade de conceder incentivos para empresas localizadas nessas construções.

Em Gramado (RS), a prefeitura estuda a possibilidade de dar prioridade nas tramitações junto à prefeitura para prédios ecologicamente responsáveis. "Essa medida, além de proporcionar uma economia financeira, também se constitui numa forma de preservar os recursos naturais esgotáveis de energia e é mais um passo que está sendo dado no sentido de preservarmos a natureza", afirma o secretário Vonei Benetti.

O Brasil é também atuante no que diz respeito ao uso de casas socialmente responsáveis. Desde os anos 90 o país conta com comunidades auto-sustentáveis, como as Ecovilas, criadas com o objetivo de preservar o meio ambiente, e ao mesmo tempo, criar alternativas de economia de água, energia elétrica e materiais de construção.

Cássia Gisele Ribeiro

Fonte: http://aprendiz.uol.com.br/content/vekethopew.mmp

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Prédio Giratório


Fonte:http://noesquadro.files.wordpress.com

O primeiro prédio giratório do mundo é o Suíte Vollard, localizado em Curitiba, no Brasil e com a tecnologia patenteada pela Moro Empreendimentos. Apesar do Suíte Vollard ainda não ter nenhum morador, sua tecnologia já está sendo expandida pelo mundo.
O Dynamic Tower está sendo construído em Dubai, e será o segundo prédio giratório do mundo. O custo estimado da sua construção é de US$ 700 milhões. Ele terá 80 andares, sendo que o movimento giratório de cada andar ocorrerá de modo independente e será controlado por comandos de voz. Os 80 andares serão divididos em escritórios, hotel de luxo e moradias.
Com 79 turbinas eólicas para gerar energia, o Dynamic Tower será um prédio projetado para gerar sua própria energia. Além de ser um prédio ecológico, sua construção terá a economia de 20%, pois será montado com peças pré moldadas que já vem com o acabamento e com os sistemas hidráulico e elétrico embutidos. Dessa forma, a construção do prédio se torna mais rápida e menos trabalhosa, já que em seis dias se faz a montagem de cada andar do edifício e precisará apenas de 600 pessoas na fabricação dos pré moldados e 60 profissionais no canteiro de obras. Caso fosse construído da forma tradicional, o Dynamic Tower precisaria de 2000 profissionais.
Como é cada proprietário desses apartamentos que vai escolher o momento e a velocidade que o imóvel vai girar, alguns detalhes tiveram que ser bem planejados. No caso do Suíte Vollard, por exemplo, a fiação da rede elétrica foi embutida em trilhos de cobre que se movimentam em sintonia com a estrutura metálica do apartamento.
Os prédios giratórios são mais uma inovação da engenharia e mostram como a tecnologia pode ser usada a favor das construções. O Dynamic Tower, além de ser um edifício inovador, por girar, também se mostra inovador por ter medidas ecológicas na sua construção e no seu funcionamento.

Ianne Rios