sábado, 29 de maio de 2010

Construções ecologicamente corretas ganham espaço



Enquanto países como Estados Unidos e China procuram novos meios de construir casas e prédios auto-sustentáveis, que preservem o meio ambiente, cidades brasileiras estão buscando formas de investir nesse tipo de construção. A cada dia aprimoram-se técnicas de redução de temperaturas, filtros de ar, energia solar, absorção e reaproveitamento de água da chuva.

Na América do Norte, o espaço ocupado por prédios com tetos ecológicos cresceu 80% em apenas um ano. A Alemanha, que lançou o primeiro prédio ecológico do mundo nos anos 50, hoje possui o equivalente a 130 quilômetros quadrados de área construída com esse tipo de habitação. A cidade de Pequim, na China, tem como meta atingir 50% de economia nos próximos anos com a utilização de energia solar.

A China acaba de lançar seu primeiro prédio ecologicamente correto e a receber um certificado internacional. A construção economiza 70% da energia e 60% da água que, em média, é gasta pelas construções convencionais. "Se esta tecnologia fosse aplicada a todos os edifícios novos não-residenciais seria obtida uma economia equivalente a toda a produção da represa das Três Gargantas", afirma Robert Watson, assessor da organização norte-americana Conselho para a Defesa dos Recursos Naturais, que participou do planejamento do edifício em parceria com entidades chinesas.

Segundo Watson, os custos da instalação são o principal motivo pelo qual as empresas não investem nesse tipo de construção. Para ele, no entanto, os custos não são tão altos quanto parecem, a princípio. "Os gastos são rapidamente superados com a economia de energia", afirma.

No Brasil, alguns projetos do gênero já foram desenvolvidos, e atualmente, uma das maiores capitais do país quer incentivar a construção desse tipo de arquitetura. Em São Paulo, a prefeitura estuda a possibilidade de conceder incentivos para empresas localizadas nessas construções.

Em Gramado (RS), a prefeitura estuda a possibilidade de dar prioridade nas tramitações junto à prefeitura para prédios ecologicamente responsáveis. "Essa medida, além de proporcionar uma economia financeira, também se constitui numa forma de preservar os recursos naturais esgotáveis de energia e é mais um passo que está sendo dado no sentido de preservarmos a natureza", afirma o secretário Vonei Benetti.

O Brasil é também atuante no que diz respeito ao uso de casas socialmente responsáveis. Desde os anos 90 o país conta com comunidades auto-sustentáveis, como as Ecovilas, criadas com o objetivo de preservar o meio ambiente, e ao mesmo tempo, criar alternativas de economia de água, energia elétrica e materiais de construção.

Cássia Gisele Ribeiro

Fonte: http://aprendiz.uol.com.br/content/vekethopew.mmp

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